A incrível historia de Reed Hasyings, o criador do Netflix

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Um dos pré-requisitos para o sucesso nos negócios nos Estados Unidos é possuir uma boa história, e a de Reed Hastings, criador do Netflix, não foi diferente. O Netflix está impactando fortemente a maneira como temos acesso ao conteúdo de entretenimento televisivo. Ainda que possamos discutir a fragmentação da mídia desde os anos 90 no Brasil, o aumento da penetração da TV a cabo, o Youtube, a pirataria dos downloads ilegais, nada parece ter impactado tanto a vida das pessoas como o fenômeno Netflix. Os números já são impressionantes. Com estimados 81 milhões de assinantes no mundo.

Reed Hastings || Créditos: Getty Images


Mas vamos à história… Hastings, nasceu e cresceu em Boston. Foi aceito no curso de matemática do Bowdoin College. Mas, antes de se matricular, prolongou por um ano um emprego de verão de vendedor de aspiradores em domicílio. Depois de se formar com honras em 1983, foi para a Suazilândia, onde se dedicou a ensinar matemática em uma escola por dois anos com os Peace Corps, agência federal fundada por Kennedy que envia voluntários a 70 países. A experiência o enriqueceu enormemente. Mas a rotina era muito lenta para o que estava acostumado. Sentia-se estagnado. Da África enviou um pedido de admissão em Stanford, a incubadora de gênios que têm a ambição de mudar o mundo com sua visão inovadora. Foi admitido e fez um mestrado em informática. Depois de concluir os estudos, fundou em 1991 sua primeira empresa, a Pure Software. Vendeu-a e, com esse dinheiro, financiou seu próximo projeto, a Netflix, com Marc Randolph, seu companheiro de batalha nessa aventura. Mas, como Hastings não foge à regra das grandes e intrigantes histórias de empreendedores de sucesso, a ideia da sua grande sacada, o Netflix, nasceu de um episódio de grande frustração, quando Reed Hastings teve que pagar uma multa de US$ 40 por atrasar a devolução do filme “Apollo 13” à rede de locadoras Blockbuster. As multas por atraso eram algo bastante comum na época, assim como o trabalho de rebobinar as fitas.

O constrangimento inicial, com o pagamento da multa, o levou a tentar criar um modelo que permitisse alugar filmes sem sair de casa. Uma taxa fixa permitiria acessar o serviço. Naquela época o formato VHS estava começando a ser suplantado pelo DVD. Hastings testou sua ideia enviando a si mesmo um CD pelo correio. A encomenda chegou até ele um dia depois e esse foi seu momento eureca. A ideia criou um modelo de negócio inovador e não demorou a desbancar a Blockbuster.


Sua visão, porém, se movia mais rápido que a remessa postal. Ao ver o sucesso que o YouTube começava a ter, ofereceu o conteúdo de sua videoteca via streaming em 2007. O serviço de streaming é o principal responsável pela transformação dos nossos hábitos de consumir mídia. Afinal, meu entretenimento é que deve estar disponível para o momento que quero vê-lo e não o contrário. Essa alteração de pensamento é a causa do eminente fim da entrega de conteúdo como conhecemos hoje. Com essa visão Hastings e seu sócio iniciara sua empresa. Em apenas três anos o volume de assinantes do novo serviço superou os que recebiam os filmes em formato DVD pelo correio.


Em 2018, ano em que a empresa de streaming mais focou em produções originais, o número de inscritos cresceu acima das expectativas-foram 8,8 milhões novos assinantes, ante 7,6 milhões do esperado. Agora, conta com 139 milhões de usuários em todo o mundo.

O que pode explicar o sucesso e crescimento do Netflix? Certamente a facilidade do acesso e o maior trunfo. No nosso atual contexto de concorrência, as menores facilidades podem desbalancear o cenário competitivo e fazer com que certos serviços sejam adotados muito mais rapidamente do que outros. E o Netflix é, dos serviços de streaming, de longe o mais fácil de acessar. Tão fácil quanto apertar o botão do canal desejado, é clicar no botão “Netflix” do controle da TV. Nenhum outro serviço de streaming possui a mesma conveniência.


Também em 2018 foi divulgada a fortuna do criador do Netflix. Sua fortuna foi avaliada em US$ 3,5 bilhões (R$ 11,9 bilhões). Além disso, o empresário embolsa mais de US$ 20 milhões (R$ 69,7 milhões) por ano entre salário e bônus, o que a torna um dos executivos mais bem pagos dos Estados Unidos.

Fonte: https://olhardigital.com.br/pro/noticia/saiba-como-surgiu-a-ideia-da-netflix/65227 https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/08/tecnologia/1518086678_221261.html https://exame.abril.com.br/blog/branding-consumo-negocios/a-origem-do-sucesso-do-netflix/

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